sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Minha nada mole vida


Me disseram: 'Ei, tira uns 20 minutinhos hoje pra você, vai escrever no seu blog'
e eu disse: 'Não posso, tenho que estudar e etc.'

Pois bem, 

resolvi parar e escrever.
A princípio não sabia sobre o quê escrever exatamente e aí um acontecimento me deixou magoada e eu resolvi colocar isso para fora.

O acontecimento é irrelevante, mas levantou vários pensamentos dentro de mim... Neste próximo fim de semana, vai rolar show de uma banda que eu gosto muito, muito mesmo! E eu não vou, mas os motivos não importam.
Eu só parei para pensar que, há muito tempo eu venho deixando de fazer as coisas que eu quero.
Muitas pessoas que conhecem meu cotidiano e estão lendo isso aqui vão falar 'cara, você viajou pros EUA há 2 meses'. Sim, eu fui e gostei muito... estava precisando de férias para descansar.

O problema foi quando eu voltei, a carga excessiva de demanda da UnB juntou com o trabalho e eu voltei a surtar de novo, voltei a ter insônias por excesso de cafeína no organismo, voltei a ter olheiras, voltei a ter explosões de choro de vez em quando sem motivo aparente... 

E eu percebi hoje que eu deixei de fazer tudo, exatamente tudo, que eu gosto por causa dessas "obrigações" que tomam 150% do meu tempo.
A única coisa que eu ainda faço que tem um pouco de prazer é atividade física, mas faço mais pela saúde.

Me sinto exatamente como nessa figura, "enjaulada" na minha própria vida.
A pior parte disso é que a tendência é só piorar, eu estou me formando e por isso tenho que escrever monografia, desenvolver TCC, fazer estágio obrigatório (além do meu trabalho que leva o dia todo).

Só tenho os fins de semana para estudar e organizar tudo que eu preciso e o tempo para o lazer vai embora.

Enfim,

não vou ficar me lamentando aqui. Eu escolhi isso, eu escolhi trabalhar e me formar ao mesmo tempo, eu escolhi tudo que eu vivo hoje. Só queria colocar um pouco para fora o que estou sentindo, sem mais delongas...

E.

Um comentário:

  1. Acredito que essa fase "corrida" da vida é justamente o que determina o seguimento de nossas vidas. Faz parte da formação de caráter, nos torna mais equilibrados mentalmente e principalmente evita que nos tornemos "preguiçosos" para enfrentar problemas mais sérios que com certeza virão no futuro (é a vida).
    Sendo assim, o que importa é manter o mínimo de "sanidade", como você citou a atividade física e as pessoas que se importam contigo, é justamente o que mantém os pés no chão lembrando de que existem coisas boas pelas quais esse esforço vale a pena. Não deixe de escutar as músicas que compõem seu dia-a-dia, de fazer as atividades que gosta pelo menos por um breve momento e das pessoas que se importam contigo, mesmo as que estão distantes.

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